Receita (em milhões de reais)

Com a cara do dono
Para os cerca de 11.000 funcionários da operadora de telefonia GVT, a presença do francês Jean-Bernard Lévy e da empresa que comanda, a Vivendi, é quase imperceptível. Desde que o grupo francês concluiu a compra da operadora brasileira em novembro de 2009, um negócio de 7,7 bilhões de reais, a sede da empresa permanece em Curitiba. A marca e o nome da companhia seguem os mesmos e os executivos locais continuam sob o comando do israelense Amos Genish, presidente da GVT desde 1999. Em suas poucas visitas ao Brasil, realizadas a cada três meses, Lévy cumpre um roteiro que não dura mais de três dias.
Em reuniões, assiste a apresentações de executivos locais e analisa o cumprimento das metas. O distanciamento, no entanto, é apenas aparente. Lévy despacha pelo menos uma vez por semana com Genish, a quem costuma telefonar diretamente no celular. Sua familiaridade com o mercado brasileiro e com a operação da GVT é tal que, em sua última visita, no dia 22 de julho, bastaram 2 horas de reuniões para autorizar a revisão do plano estratégico para os próximos cinco anos. Até então, a ideia era que a GVT avançasse para mais 80 cidades até 2016 - hoje ela está presente em 104 cidades em 17 estados do país. Agora o número de novas cidades deve saltar para 200, entre as quais mercados como São Paulo. O investimento total deverá ser de até 15 bilhões de reais