DESACELERAÇÃO ECONÔMICA BRANDA NA EUROPA
70% de Probabilidade

Em tempos de incerteza na economia mundial
toda sorte de solução, estatística e tendência emerge na tentativa de elucidar uma cena em franca mutação. Para alguns, estamos às portas do inferno; para outros, a vida segue o curso de sempre. Não raramente, trata-se apenas de uma profusão de opiniões que mais escondem do que iluminam o que vem pela frente. É nessa hora que o conhecimento e a experiência de algumas mentes privilegiadas podem ajudar a separar o concreto do que não passa do vapor, irrelevante (ou o enviesado) do que realmente pode mudar a configuração da economia mundial. EXAME entrevistou nos últimos dias alguns dos mais influentes economistas e analistas financeiros da atualidade.
Nessa lista figuram nomes como o economista americano Jeffrey Sachs, talvez a personalidade mais "pop" da elite acadêmica mundial, Barry Eichengreen, um dos mais respeitados analistas em assuntos cambiais, e o investidor Jim Rogers. Nas páginas que se seguem , eles falam dos desdobramentos da crise na Europa, epicentro da turbulência atual, explicam como a cambaleante economia americana pode reagir e quais impactos mais prováveis para os emergentes e para o Brasil. Ao fim, os especialistas convergem para duas opniões em comum. Lá fora, ainda dá para enconrar uma solução que afaste o mundo do caos. Por aqui, a mensagem é de otimismo - se o Brasil souber reagir à altura da gravidade do momento, temos tudo para encorpar como nação que se projeta neste ínicio de século.