
"Trocam-se ideias" e "não pergunte por quê"
Com esses dizeres, três casais, colados um no outro com fitas adesivas, desfilaram pelos corredores do Shopping Cidade em Belo Horizonte, convidando todos os que ali passavam a participar de uma "balada". Luzes frenéticas, comida de graça e uma DJ badalada na cidade animavam o ambiente com música eletrônica. Cerca de 200 pessoas, a maioria com idade entre 18 e 26 anos, participaram da festa realizada no dia 30 de agosto. Em tempos de quase endeusamento do consumidor jovem pelas empresas que atuam no mercado de consumo, essa foi a forma encontrada pela Renner, segunda maior varejista de vestuário do Brasil, com 144 lojas e 2,7 bilhões de reais de faturamento, para atrair atenções para lançamento de sua nova bandeira, a Blue Steel. Duas lojas já estão operando - em Belo Horizonte e em São Paulo - e a terceira unidade deve ser aberta até o final deste ano em Porto Alegre. Ao todo, a Renner está investindo 7 milhões de reais no que pode se tornar o embrião de uma nova rede. O projeto de transformar uma das mais bem sucedidas marcas da empresa, a Blue Steel, em uma operação indepedente tem um ano para dar resultado - ou será totalmente engavetado. "O projeto de abrir lojas próprias da Blue Steel já existe há pelo menos 2 anos", afirma um executivo próximo a Renner. "A empresa só estava aguardando o momento certo e o crescimento do varejo no último ano deu força à ideia".
Para divulgar o projeto piloto, os executivos da Renner optaram por uma estratégia discreta. Talvez discreta até demais. Em fevereiro a agência gaúcha Boca, especializada em