Ensino em aula, mas longe da escola.
Saem os professores. Entram os especialistas. O ensino entre pares começa a ganhar adeptos na rede
Skillshare, Ensino em aula, mas longe da escola

São Paulo - Depois de concluir o mestrado em negócios, o americano Miles Fitzgerald, programador em uma startup de Nova York, pretendia continuar aprimorando suas habilidades profissionais. Mas, depois de tantos anos de educação formal, ele não queria voltar a frequentar uma sala de aula.

A solução foi procurar o Skillshare, um site lançado em abril deste ano. Diferentemente de um colégio ou de uma universidade, o Skillshare é uma espécie de rede de aprendizado: especialistas em qualquer assunto, de fotografia a sobremesas, se propõem a dar aulas para outros diletantes. A ideia do serviço é unir de um lado quem tem vontade de passar seu conhecimento adiante, mas não é professor, e, do outro, quem quer aprender, mas não está disposto a frequentar um curso ou uma escola.

Fitz­gerald decidiu dar uma chance à novidade. Uma das primeiras aulas foi um curso sobre criação de aplicações para a web. De lá para cá, ele repetiu a experiência 13 vezes. "As aulas que eles oferecem não podem ser encontradas em nenhum outro lugar", diz. Até pouco tempo atrás, o ensino via internet, ou e-learning, era visto como a principal inovação trazida pela internet no terreno da educação. Apenas no Brasil, segundo dados do Ministério da Educação, um em cada cinco novos alunos de graduação ingressa em um curso a distância.
Com cinco meses de vida, o Skillshare já foi responsável por organizar 8 500 horas de aulas, com custo médio de 20 dólares por aluno
empregos no japao.net
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