Será o fim do caos aéreo?
Com o leilão da concessão marcado para dezembro, Guarulhos - aparentemente - toma a direção certa
Será o fim do caos aéreo?

Quem, no dia 30 de março de 2007, esteve no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, mais conhecido como aeroporto de Guarulhos, a cidade onde está localizado, ou de Cumbica, nome do bairro, provavelmente não esquece a experiência. No pior dia desde sua inauguração, em 1985, cerca de 30 voos foram cancelados, dezenas atrasaram e filas se espalharam por todos os cantos. O caos foi provocado pela revolta dos controladores de voo que travaram a malha aérea. Mas é ingenuidade descrever o "11 de Setembro" de Guarulhos como mera confusão pontual.

A data acabou virando o símbolo do descaso do governo diante do bolo do descaso do governo diante do aumento do número de passageiros de 60% nos quatros anos anteriores. Desde 2007, a demanda não parou de crescer. Só no ano passado, aumentou 24%. Dentre os maiores aeroportos do mundo, é um ritmo inferior apenas ao de Xangai, na China.

O desconforto dos usúarios de Guarulhos, o maior do país, ainda é grande, mas o alento é que começar a mudar. A concessão do aeroporto para a iniciativa privada vai a leilão em dezembro - no mesmo dia, serão leiloados também os aeroportos de Brasília e Viracopos. O grupo ganhador será o que apresentar o valor mais alto pela concessão, o que dará direito à maior parte das ações da futura concessionária - a Infraero ficará com até 49%.
Só no ano passado, o número de passageiros no aeroporto de Guarulhos cresceu 24%
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