Romário, Uma conversa franca com o craque e deputado federal sobre as esquisitices da Câmara Federal,
deputadas bonitas, propostas indecentes, os estádio que não ficarão prontos para a Copa do Mundo, Neymar e as opniões de Casagrande
Romário Deputado Federal

Se é verdade que os políticos, angariar votos e simpatia, são mestres em distribuir sorriso, o deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) não é um representante típico da espécie. Nos corredores da Camara dos Deputados, onde dá expediente às terças, quartas e quintas, o ex-jogador de futebol, campeão mundial em 1994 eleito o melhor do mundo no mesmo ano pela FIFA, tem fama de antipático. Com óculos de grau, semblante fechado e ternos impecavelmente cortados, Romário não apresenta o comportamento expansivo do deputado Jean Willys nem tampouco o jeito humilde do deputado Tiririca - para citar apenas dois de seus colegas da chamada "bancada de celebridades", grupo ao qual ele odeia pertencer. "Esse negócio de ficar rindo para todo mundo não é uma coisa minha. Entendeu ou não?"

A fama de antipático, no entanto é contrabalanceada por outra bem mais lisonjeira: Romário é tido como um parlamentar sério e sem rabo preso, comprometido com as suas causas que escolheu para seu mandato - Copa do Mundo, crianças carentes e pessoas com deficiência. Por sua atuação, é apontado pelo site Congresso em Foco [congressoemfoco.com.br] como um dos melhores deputados de 2011. Embora a política seja uma novidade na vida do craque, ele demonstra uma desvoltura no ambiente legislativo de fazer inveja a alguns veteranos. "Eu não sabia que tinha esse dom para política. Tô amarradão", conta.
"Li que eu era uma celebridadezinha. O cara que diz isso é um imbecil completo. Eu sou Romário! Eu não seria uma celebridadezinha nem se entrasse na ciência"
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