Produtos que se autointitulam superiores no Brasil
O mercado brasileiro foi invadido por uma enxurrada de procuções por uma encurrada de produtos que se autointitulam superiores. Em muitos casos, o diferencial fica só para imgem - e no preço
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Nos último anos, o Brasil tornou-se um doi mercados preferenciais para os chamados produto "PREMIUM". São bebidas, roupas, automoveis serviços, relólios e até lugares para assistir a shows que se pretendem melhores, mais mais exclusiva, mais saborosos e, justamente por carregarem todos esses atributos, mais caros. Uma parte desses produtos passou pelos mais rigorosos testes de especialistas e do mercado. A Classificação oficial dos vinhos franceses, por exemplo, feita a pedido de Napoleão, Estabeleceu cinco níveis de qualidade, e só os melhores são chamados de premier cru.

Nessa faixa estão rótulos como Château Latour e Château Margaux, no topo do mundo desde o século 19. Mas há também um grupo de mercadorias que se tornaram premium basicamente porque seus fabricantes assim o desejaram, imprimindo nelas uma variação de classificação que abrange o "reversa", o "diferenciado", o "extra" e o "superior".

O caso mais recente de "escalada social" de um produto no Brasil é o da cerveja Budweiser, recém-lançada pela Ambev. Marca mais popular dos Estados Unidos; ao lado da sua "irmã" Bud Light, a Budweiser é uma típica bebida de massa, segundo especialistas do setor.
"Ela tem ingredientes e sabor que não se enquadram na categoria superior", diz o mestre cervejeiro Paulo Schiaveto, formado pela universidade de Louvain-la-Neuve, na Bélgica. "A Budweiser usa uma quantidade alta de matérias-primas pouco nobres, como arroz, o que não é admitido em uma premium"
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