
Eles estão de volta
Em 1998, a netscape, empresa que produzia um dos primeiros navegadores de internet, foi comprada por
4,2 bilhões de dólares pelo provedor de acesso americano AOL. Em 2000, a mesma AOL compraria a gigante das comunicações
Time Warner por 166 bilhões de dólares. Em menor escala, o fenômeno se repetiria no Brasil. Em
fevereiro de 2000, o Zipnet, baseado num serviço de e-mail gratuito, foi vendido por 365 milhões de dólares - sim, de dólares e em dinheiro - para
a Portugal Telecom.
Um mês depois, o índice Nasdaq, a bolsa do setor de tecnologia, começou a desabar. Em menos de um ano, despencou de 5100 para 2200
pontos. A insanidade das valorizações das empresas de internet estava aparentemente chegando ao fim.
Mais de uma década depois, porém, está claro que a rede mudou para sempre o mundo - e os negócios.
Não é mais possível dissociar a internet da vida das pessoas - tampouco da economia. Mas, com o crescimento dramático do número de usuários e inovações tecnológicas importantes, as oportunidades continuam ai - e um grupo de pioneiros dos negócios digitais no Brasil continua na ativa para explorá-las.