Os sete pecados das Obras,
Boa parte das obras públicas no Brasil não avança, vítima de males arcaicos, como o superfaturamento, a fraude e a corrupção
Os Sete Pecados das Obras

Foram chamados de capitais por serem frutos das piores fraquezas humanas e merecedores de punições espírituais e materiais. Traduzidos para o terreno das obras públicas do Brasil de hoje, os setes vícios são fonte de prejuízos bilionários para os cofres públicos. Abaixo há uma lista dos males que esses vícios causam, segundo um levantamento do Tribunal de Contas da União feito especialmente para está edição do ANUÁRIO EXAME DE INFRAESTRUTURA.

AVAREZA

Os fornecedores costumam ser mesquinhos - sempre com o próprio dinheiro, raramente com a verba pública. Um caso recente ocorreu na ferrovia Norte-Sul, uma das maiores em construção no país. Um prestador de serviços cobrava 55 reais para cada metro cúbico de brita utilizado na obra, alegando que comprava o material. Na verdade, extraía a brita de uma jazida próxima, o que deveria lhe render 22 reais por metro cúbico. A empresa ainda cobrava para fazer o transporte rodoviário da brita, mas a carga chegava à obra transportada pela própria ferrovia em construção.
Os pecados capitais foram criados no século 6 pelo papa Gregório Magno para explicar aos fiéis de maneira didática conceitos básicos sobre o certo e o errado
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