Os investimentos em poços de petróleo congelados
Os investimentos em novos poços de petróleo estao congelados isso
porque houve atraso na organização de um leilão de novas áreas de exploração - o que deve ocorrer
só em 2012

Falta bater o martelo
Os últimos leilões de novas áreas de exploração de petróleo e gás no Brasil ocorreram em 2008.
A expectativa neste ano era de que haveria uma retomada. O próprio governo sinalizou que esse era sua intenção. Em
abril, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) submeteu ao Conselho Nacional de Política
Energética as áreas a ser oferecidas.
A lista foi aprovada sem restrição, o que encheu de esperança parte do setor. Mas para o leilão
acontecer faltava a chancela da presidente Dilma Rousseff, o que até o fechamento desta edição não havia acontecido. Por isso,
é dado como certo que a disputa não acontecerá neste ano. Mesmo que a presidente referende a decisão,
não haverá tempo suficiente para organizar um leilão.
As áreas que serão oferecidas na próxima rodada estão situadas principalmente na região chamada de margem
equatorial, composta de bacias que se estendem desde o litoral do Rio Grande do Norte até o Amapá,
uma parte do país pouco explorada, mas considerada de grande potencial. No Plano Plurianual 2012-2015
enviado ao Congresso no segundo semestre, o governo estabeleceu a meta de fazer ao longo desses três
anos duas rodadas de licitações em áreas do présal e sete leilões em bacias maduras e campos marginais.
Sem o leilão previsto, a única porta de entrada no curto prazo para empresas interessadas em
explorar petróleo e gás no Brasil é adiquirir participações em companhias já estabelecidas.
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