O desperdiço exagerado de dinheiro
A maioria dos brasileiros não sabem quando pagam de juros e mantém as compras mesmo se a taxa subir. Metade admite que não consegue poupar dinheiro. Com essa postura pode pôr em risco o crescimento da economia?
Um país que rasga dinheiro

Um dos pilares da teoria econômica clássica é a constatação de que consumidores, empresários e investidores são racionais - ou seja, após estudar as alternativas à sua frente, escolhem aquela que mais os beneficia, pelo menor custo possível. Ninguém, em sã consciência, rasga dinheiro: os consumidores preferm os produtos baratos aos mais caros, os empresários adoram ter lucro e detestam ter prejuizo e os investidores procuram aplicar em empresas com maior, e não menor, potencial de crescimento. A genialidade do escocês Adam Smith foi justamente notar que essa soma de racionalidade e egoísmo acaba sendo boa para todo mundo.

No século 19, foi cunhado um apelido para esse indivíduo guiado pelo bom-senso em suas decisões: Homo economicus.
Pois, nos últimos anos, o Brasil vem dando uma contribuição aos livros-textos de economia. A recente onda de crescimento do país deu origem ao que se poderia chamar de Homo economicus brasiliensis: ele, ao contrário de seu primo racional, gosta mesmo é de gastar dinheiro.
No vermelho
O crédito no Brasil cresceu acima da média dos países emergentes e desenvolvidos nos últimos cinco anos.
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