natura concilia sustentabilidade e custos baixos
Ao aplicar criterios sociais e ambientais na escolha de seus fornecedores, a Natura concilia sustentabilidade e custos mais baixos
Melhor e mais barato

Preço costuma ser o mais delicado dos temas que envolvem a relação entre clientes e fornecedores. Quem compra procura gastar menos. Quem vende, ganhar mais. Chegar ao ponto de equilíbrio foi a essência dessa negociação até que outros aspectos - a sustentabilidade, entre eles - passaram a ser colocados na mesa.

Analise o caso da Natura, maior fabricante de cosméticos do país. Desde janeiro deste ano, antes de fechar qualquer compra, seus executivos passaram a avaliar o fornecedor de acordo com sete indicadores socioambientais, como consumo de água, emissão de carbono e índice de acidentes. O novo processo começou com a análise de 60 fornecedores de produtos - 50 antigos e dez novatos - que produzem sabonetes e embalagens e respondem por encomendas de 1,2 bilhão de reais por ano. Em julho, após seis meses de análise, os contratos foram fechados, com o compromisso dos fornecedores de melhorar seus índices anualmente, de acordo com metas individuais acordadas entre as partes.

O resultado já é visível: uma redução de custos de 101 milhões de reais para Natura e um avanço de 4% dos indicadores socioambientais dos fornecedores, porcentagem que deve triplicar nos próximos três anos.
"Nessa nova lógica, o menor preço ainda é fundamental, mas não basta", diz João Paulo Ferreira, vice-presidente de operações e logística da Natura.
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