
Despeito da crise financeira
que tem variado alguns países da Europa, pode-se dizer que os ingleses vivem um momento glamuroso. Depois de lotar as principais ruas de Londres em abril para acompanhar de perto o casamento entre Willian e Catherine Midleton, gerando um frenesi em torno da família real como não se via há pelo menos três décadas, eles têm assistido desde o ínicio do ano ao renascimento de outro ícone quase tão britânico quanto a realeza. A Burberry, marcas de roupa símbolo da Inglaterra com sua peças de estampa xadrez, voltou a figurar na lista de grifes de luxo mais valiosas do platena - após anos de má gestão, a marca havia praticamente caído no esquecimento. Segundo recente levantamento da consultoria Interbrand, a Burberry encerrou 2010 na sétima posição do ranking, avaliada em 3,1 bilhóes de dólares - até 2008, ela nem sequer aparecia na lista das 10 mais importantes.
Além de fazer sucesso entre ricaços e o mundo da moda, a grife britânica tem se provado um fenômeno de popularidade na internet. A Burberry é atualmente a campeã do Facebook no segmento de luxo, com 7 milhões de fãs. E tabém a mais poderosa do Twitter, com 440 000 seguidores - o dobro registrado pela segunda colocada, a italiana Ferrari, e quatro vezes que tem a Gucci, uma das principais concorrentes. "A Burberry conseguiu renovar sua imagem e recuperar o prestígio de uma grife arranhada", diz Carlos Ferreirinha, dono da consultoria MCF, especializada no mercado de luxo.