
Ressaca tamanho familia
Há decadas o mercado brasileiro de cervejas vive em clima de guerra, coo se as disputas e as provocações fossem parte indispensável
do negócio. Brahma e Antarctica juntaram ódio eterno por anos, até se unirem para formar a Ambev, no fim dos anos 90.
A Ambev, então, passou a enfrentar a Kaiser, contrária à fusão. Nos anos seguintes, a disputa
ganhou novos protagonistas, com a criação de cervejarias como a Petrópolis, o crescimento da Schincariol
e a chegada de multinacionais como a Molson e a Femsa.
Por pontos a mais de participação de mercado, os executivos dessas companhias se acusaram, vendedores
chegaram a trocar socos e pontapés e publicitários investiram fortunas para criar a campanha de maior impacto ou contratar
a musa mais desejada do Carnaval. Até agora, a guerra se deu dentro dos limites da concorrência
entre empresas. A recente venda do controle da Schincariol para a Kirin, segunda maior cervejaria
do Japão, porém, abre um novo capítulo no setor. Nele, a disputa não é entre rivais. Acontece no seio de uma mesma
família, entre as quatro paredes de uma mesma companhia.