Passagem para fora da Índia
Empresas de todo o mundo procuram investir em economias com alto ritmo de crescimento. Esse não é o caso das indianas - e o pior é que elas parecem ter razão
Investimento direto estrangeiro na Índia

Investimento de multinacionais indianas no exterior
Primeira Vista, O que está acontecendo na economia indiana

não faz o menor sentido. Há cinco anos, o PIB registra um expansão anual média de 8,5%, um desempenho, entre os grandes países, só inferior ao da China. Em 2010 o ritmo de crescimento chegou aos 2 dígitos (ficou em 10,3%), e a previsão é fechar este ano com um resultado de cerca de 8%. Mesmo com a economia aquecida e as perspectivas de retorno mantidas num patamar elevado, os investidores locais e estrangeiros reticentes. Nos 12 meses anteriores a abril de 2011, as aplicações feitas por empresas indianas fora da índia chegaram a 44 bilhões de dólares, em um aumento, sem precedentes, de 150% em relação ao período anterior. Dá para entender? Ratan Tata, dono de um conglomerado com faturamento de 67,5 bilhões de dólares e que já controla a jaguar e a Land Rover, investiu 4 bilhões de dólares no exterior e apenas 200 milhões na Índia no ano passado.

Nos últimos 12 meses, o bilionário Anil Ambani, o 8 homem mais rico do país, destinou 3 bilhões de dólares para empreendimentos fora da Índia e, no mercado local, meros 400 milhões de dólares. Ao mesmo tempo em que os indianos dão ênfase às aplicações no exterior, dos Estados Unidos à Austrália, os estrangeiros estão reduzindo o montante enviado para a Índia. O investimento estrangeiro na construção, compra ou expansão de empresas indianas teve uma queda de 25% e fechou os 12 meses termínados em 31 de março em 27 bilhões de dólares. Um recente editorial da revista India Today, semanal de maior circulação
Ratan Tata:
O dono da Land Rover continua à procura de oportunidades no exterior
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