Importados a competição é desigual
Estados como a Santa catarina faturam alto com a concessão de benefício fiscal a importadores - um expediente que cria ainda mais distorção no complexo sistema tributário brasileiro
A competição é desigual


Itajaí, cidade de 183.000 habitantes localizada no litoral norte de Santa Catarina, tem uma tradição de porta de entrada. Primeiro, há mais de 250 anos, recebeu colonos portugueses vindos das ilhas dos Açores e da Madeira. No século 19, desembarcaram ali imigrantes alemães, italianos e poloneses, que povoaram cidades interioranas como Blumenau.

Nos últimos quatro anos, Itajaí ganhou projeção pelo ingresso de mercadorias estrangeiras.
(Lamentavelmente, nos últimos dias, a cidade também voltou a ser notícia devido às enchentes.) Seu porto, o principal do estado, vem experimentando um crescimento no desembarque de químicos, metais, têxteis, máquinas, pneus, eletroeletrônicos, brinquedos e roupas.
O destino costuma ser a venda a consumidores de outros estados. Em julho, Itajaí bateu seu recorde mensal de importação.
O que fez a diferença para que o movimento em Itajaí crescesse foi a decisão do governo catarinense, tomada em 2007, de oferecer a importadores redução de 17% para 3% na alíquota do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços.

Como se cria uma vantagem, com o benefício no imposto sobre circulação de mercadorias e serviços, um produto importado aumenta seu poder de competição no mercado.
empregos no japao.net
tags:importados a competicao e desigual
Copyright © - Webdesign Arte Digital