O copo está cheio ou vazio?
O setor fez grandes avanços nos últimos 20 anos, mas hoje os serviços são deficientes e caros. Só o ICMS representa mais de 30% das contas de telefone.
Os avanços obtidos,

Pelo setor de telecomunicações desde a privatização da Telebrás, em 1998, são mais do que conhecidos. A oferta de serviços foi ampliada enormemente e, hoje, há 217 milhões de linhas ativadas de celulares, número superior ao da população brasileira, e 43 milhões de linhas fixas. Em setembro, porém a União Internacional de Telecomunicações, agência vinculada a ONU, divulgou um estudo mostrando que, apesar da evolução ocorrida nos últimos, as empresas de telecomunicação no Brasil ainda têm uma infraestrutura com deficiências e - pior - cobram caro pelos serviços.

Em média, esses serviços representam 4,8% da renda bruta do brasileiro - na Rússia, o gasto médio corresponde a 1,1%, e na China, a 3,1%.

Numa classificação de países que leva em conta custo, velocidade e qualidade da infraestrutra, o Brasil fica em 96º lugar entre 152 países. No ranking de infraestrutura de telefonia e internet da ONU, o Brasil, uma das dez maiores economias do mundo, aparece em 64º lugar. Uma das aplicações para o alto custo dos serviços telefônicos do Brasil é a voraz carga tributária. Para Hamadoun Touré secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações, o principal problema são os impostos cobrados pelos governos estaduais. Somente o ICMS representa, em média, 33% de uma conta telefônica.
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