
A geração geninho
Felipe Abella, de 18 anos, é um tímido estudante de informática da Universidade Federal de Campina Grande,
no interior da Paraíba. Mede as palavras e os gestos antes de emitir qualquer comentário. Diante de uma tela de computador,
no entanto, poucos pensam e agem com tanta agilidade. Em julho, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de outro na Olimpíada
Internacional de Informática. A prova de programação ocorre há 23 anos - neste ano, foi na Tailândia - e oferece o outro aos 25 primeiros
colocados entre os mais de 300 participantes de 80 países. Felipe Abella terminou em terceiro, com 598
pontos, atrás de um bielo-russo, que atingiu 600 pontos, e de um chinês, que fez 599.
A vitória de Abella causa espanto, principalmente quando se levam em consideração os resultados medíocres do Brasil no ensíno de matemática
e na produção de software. Mas ele não é o único jovem brasileiro com projeção na área. Lucas Mello,
de 25 anos, está fazendo fama na Imagine Cup, a copa de computação da Microsoft que reúne 300
estudantes de 140 países com ideias criativas de produtos e serviços.
Natural de Piauí, mas graduado e mestrando em informática na Universidade Federal de Pernambuco, Mello ocupou o primeiro ou o segundo lugar nas três disputas por equipes das quais participou desde 2009.