
Quem disse
que o problema não é seu?
Na noite de 16 de agosto, uma terça-feira, o programa a A Liga, da TV Bandeirantes, traçou um retrato
do trabalho escravo no Brasil. Entre os casos apresntados estava o de uma oficina têxtil na zona norte da capital
paulista, onde imigrantes bolivianos ilegais costuravam roupas da marca espanhola Zara num regime
considerado de escravidão urbana para os padrões do século 21: não tinham carteira de trabalho,
cumpriam jornadas diárias superiores a 14 horas, não recebiam salário, dormiam e faziam refeições no local em condições precárias
e não podiam deixar a oficina sem autorização do dono. A história ganhou espaço na imprensa mundial,
mas foram as declarações indignadas do consumidores na redes sociais, inciadas ainda durante a apresentação
da reportagem, que deram a dimensão do estrago. "Zara" e "trabalho escravo" chegaram a ser, respectivamente, o primeiro e o terceiro temas mais
comentados no Twitter naquela semana. Na sexta dia 19, as ações da Inditex, controladora da marca,
encerraram o pregão na bolsa de Madri em queda de 4%.
O papel, até então considerado atraente por fundos interessados em empresas com imagem social positiva, havia
perdido boa parte de seu charme. No dia 29, a Assembleia legislativa de São Paulo decidiu convocar a empresa para prestar
esclarecimentos.
Cinco passos para evitar supresas com a cadeia
de fornecedores:
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