Como a bicentenária DuPont atingiu um nível recorde de inovação ao se
aproximar de países emergentes

Cinco produtos por dia
Poucas empresas estiveram tão conectadas à história americana como a DuPont. A companhia surgiu em
1802 nas cercanias de Wilmington, no estado de Delaware, como uma fabricante de pólvora, utilizando
uma técnica criada pelo francês Eleuthère du Pont, um dos fundadores da companhia e pupilo de Antoine Lavoisier.
Um século mais tarde, criou o náilon, tecido usado nos paraquedas da Segunda Guerra Mundial. Como uma história
pontuada por grandes feitos, na década de 90, a empresa começou a andar de lado - seu faturamento
ficou estagnado entre 1996 e 1998, na casa dos 24 bilhões de dólares. Era preciso renovar os produtos e a si própria.
Num esforço iniciado por Chad Holliday, presidente mundial de 1998 a 2008, a DuPont se desfez de
alguns negócios e priorizou sua maior força: a inovação, desta vez concentrada em países emergentes.
O ritmo de lançamentos quintuplicou numa década e atingiu o recorde de cinco por dia em 2010.
O faturamento alcançou 31,5 bilhões de dólares - um terço disso vindo dos emergentes - e o lucro
cresceu 71% em relação a 2009. A seguir, os passos mais recentes da DuPont para atingir esse resultado.
"É preciso estar presente
para entender o que se passa no Brasil ou na Índia", disse Ellen Kullman, sucessora de Holliday, em
entrevista exclusiva a EXAME.