Cenários da economia do Brasil
Se não há nada que o Brasil possa fazer para evitar a tempestade lá fora, o mesmo não se aplica quanto ao que fazer - e o que não fazer - por aqui para fortalecer a economia.
O maior risco somos nós

O Brasil enfileirou na última década anos de crescimento econômico, em uma sequência que não experimentava havia 30 anos.
Foi assim que milhões de famílias ascenderam da pobreza à classe média, um fenômeno que ampliou o consumo no mercado interno - o motor que manteve a máquina girando mesmo em 2008, no estouro da crise bancária americana.
Essa capacidade inédita de gerar bonança em larga escala é novamente posta à prova agora, quando o mundo se vê apreensivo com o drama da crise da dívida grega, o risco de colapso do euro, a reticência com a saúde financeira dos bancos europeus e a possibilidade de recessão econômica nas grandes potências.

Não é uma crise brasileira, mas não é possível ficar imune a ela. Na turbulência de três anos atrás, a economia do país sofreu uma desaceleração súbita.
Dois trimestres consecutivos de freada foram suficientes para produzir uma retração - a economia, que vinha rodando ao ritmo anual de 7% em 2008, estancou a ponto de o produto interno bruto cair 0,6% em 2009.
Se daquela vez fomos pegos de surpresa, hoje a nuvem cinza está visível no horizonte. E o desempenho do país dependerá mais do que nunca do que for feito desde já para resolver questões locais, como a da ameaça da inflação, para reforçar os pilares econômicos.
Se não há nada que o Brasil possa fazer para evitar a tempestade lá fora, o mesmo não se aplica quanto ao que fazer - e o que não fazer - por aqui para fortalecer a economia.
empregos no japao.net
tags: cenarios da economia do brasil
Copyright © - Webdesign Arte Digital