Carvão mineral de Moçambique
Com investimento interno, que inclui uma mina da Vale, Moçambique, a "queridinha" dos órgãos internacionais, vai mudando de cara

Movido a carvão
Duas horas depois de partir de Maputo, o avião das Linhas Aéreas de Moçambique pousa num pequeno aeroporto cercado por uma vegetação marrom, seca e retorcida. Uma estrada de pista simples e de mão inglesa liga o terminal aéreo à cidade de Tete, capital da província de mesmo nome, localizada no noroeste de Moçambique, país de 24 milhões de habitantes.
Até pouco tempo, Tete não passava de mais uma cidade esquecida e pobre do continente africano, motivo de destaque apenas por ser o lugar mais quente da região - no verão, as temperaturas podem facilmente ultrapassar os 40 graus.
Hoje, Tete é o maior símbolo da atual fase de Moçambique, país considerado um exemplo em comparação com a maioria de seus vizinhos. Dono de um sistema político estável, uma legislação moderna e, principalmente, recursos minerais abundantes, Moçambique atrai investimentos como nunca antes em sua história
Foi em Tete que a Vale inaugurou em julho uma mina de carvão de 1,7 bilhões de dólares. É a segunda maior mina de carvão a céu aberto do mundo e o maior empreendimento da mineradora fora do Brasil.
Com o investimento externo, que inclui uma mina da Vale, Moçambique, a "queridinha" dos órgãos internacionais vai mudando de cara
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