No auge do caos aéreo,
o aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, chegou a ser considerado um solução para aliviar a demanda. Agora, o caos também se instalou lá
A Demanada Cresceu - Voos domêsticos

Caos aéreo

Viajar por Viracopos, em Campinas, era uma opção limitada a quem morava ali perto. Havia pouca oferta de voos e a prioridade do terminal eram os contêiners de carga. Hoje, não faltam voos via Campinas - mas também não faltam motivos para aborrecimento.
Embarcar em Viracopos é se irritar com o estacionamento de carros na entrada do terminal, com a sala de embarque abarrotada de viajantes - onde há filas na porta dos banheiros e o pão de queijo da única lanchonete é sofrivel, para dizer o mínimo. Bem - vindo a Viracopos, o segundo aeroporto que mais cresceu no mundo no ano passado (o primeiro foi o Istambul Sabiha Gokcen, na Túrquia).

Há cinco anos, embarcavam e desembarcavam em Campinas apenas 65 000 pessoas por mês. Com o aumento da demanda por transporte aéreo e a saturação dos principais aeroportos do país, Viracopos - a 90 quilômetros de São Paulo e considerado fora de mão pelos usuários da capital - virou alternativa para aliviar Cumbica e Congonhas.
A chegada da Azul, a companhia do empresário David Neeleman criado em 2008, foi decisiva para que hoje mais de 600 000 passageiros passem por lá mensalmente. O aumento de 300% dos pousos e decolagens tornou o aeroporto o décimo maior do país - há cinco anos era o 20. Tamanho crescimento colocou o Viracopos no grupo de aeroportos, junto com Cumbica e Brasília, que devem ser concedidos à iniciativa privada no final deste ano.
Socorro, Quero ir para Cumbica
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