Brasil pobre para Brasil emergente
Nos 44 anos que separam a primeira da milésima edição de EXAME, o Brasil passou de pobre a emergente. Agora é hora de entrar no clube dos ricos.
O mais difícil vem agora

Queda do muro de Berlim, um daqueles raros eventos da história que separam duas eras, tirou muito da névoa ideológica que tanto conturbou o debate intelectual no Brasil e no mundo. A derrubada física dos tijolos trouxe abaixo também um esquema mental que via o mundo partido em três, no qual capitalistas e socialistas buscavam capturar aliados no que então se chamava Terceiro Mundo - onde inequivocamente estávamos.

Também o sistema mundial pós-muro é formado por três conglomerados de países, mas hoje, entre as nações ricas e as pobres, estão não mais os socialistas, mas os emergentes. Esse bloco de países - composto por economias e sociedades gigantescas, como China, Índia, Indonésia e Brasil - superou uma condição disseminada de miséria, tornou-se relevante para o crescimento mundial, mas ainda não chegou ao desenvolvimento.

A nova divisão do mundo permite um olhar mais claro sobre o desempenho brasileiro nos 44 anos que separam a primeira desta milésima edição de EXAME. Foi nesse período que conseguimos transitar do terceiro ao segundo grupo. Não é pouco.
O que falta fazer:
40.000 engenheiros se formam a cada ano. O número de graduados atende menos da metade da demanda atual; 10.000 doutores são formados por ano no Brasil. A cada ano, os EUA formam cinco vezes mais doutores e 422 pedidos de patentes foram registrados em 2010. Somos apenas o 24° país em número de registro de patentes.
empregos no japao.net
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