Bob McDonald chega atrasado
Sob o comando do americano Bob McDonald, a gigante de consumo Procter&Gamble tenta recuperar o tempo perdido nos mercados emergente - e cria novas estratégias para vender para consumidores de países como o Brasil
"Chegamos atrasados"

Nos anos 70, o americano Bob Mcdonald, então um jovem militar do exército americano, teve de salvar a própria pele num treinamento de paraquedas.
Durante o salto, um colega acidentalmente se posicionou abaixo dele, bloqueando o fluxo de ar e impedindo a abertura de seu equipamento. Para se safar, McDonald teve de fazer uma manobra arriscada, agarrando-se às cordas do paraquedas do vizinho e pousando praticamente "na carona" do amigo.

Passadas quase três décadas - e guardadas todas as devidas proporções -, McDonald tem usado o mesmo sangue-frio para lidar com as adversidades desde que assumiu, em julho de 2009, o comando mundial da Procter&Gamble, maior empresa de bens de consumo do mundo, com um faturamento de 79 bilhões de dólares.

Quase metade das receitas da companhia vem dos Estados Unidos, país ainda afetado pela crise - enquanto emergentes como China, Brasil e Índia representam hoje cerca de 35% de seus negócios. Para concorrentes como a Unilever, essa participação já é de cerca de 50%.
"Nosso centro de gravidade precisa mudar", afirmou McDonald, em entrevista exclusiva a EXAME, realizada durante uma visita de menos de 24 horas ao Brasil em meados de março.
Quase metade das receitas da companhia vem dos Estados Unidos, país ainda afetado pela crise - enquanto emergentes como China, Brasil e Índia representam hoje cerca de 35% de seus negócios.
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