
As caras do crime
Partidos se unem com boas ou más intenções. Mas poucas vezes uma aliança entre duas siglas teve propósito tão desprezível quanto a que juntou, na semana passada, o PT e o PTB de São Paulo: proteger policiais civis corruptos e violentos, desarmando uma estrutura que até agora vem punindo com eficiência esses maus profissionais.
Explique-se: até 2009, poucas investigações internas da Polícia Civil iam para a frente, já que a Corregedoria do órgão estava subordinada ao delegado-geral.
Na mais benigna das hipóteses, os agentes encarregados dos inquéritos tinham receio de investigar a conduta de colegas ou superiores e, depois, sofrer retaliações.
Para resolver a situação, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, tomou a iniciativa de transferir a Corregedoria para dentro de seu gabinete - e passou a dar suporte direto ás investigações.
O resultado da mudança pode ser medido pelo número de policiais exonerados desde então: saltou de 67, em 2009, para 223, em 2010. Só no ano passado, a Corregedoria abriu 2.000 inquéritos.
A banda podre da polícia finalmente entrou na mira de quem tem condições de acabar com ela.
Para resolver a situação, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, tomou a iniciativa de transferir a Corregedoria para dentro de seu gabinete - e passou a dar suporte direto ás investigações.