Uma moeda virtual que pode ser emitida por qualquer pessoa que tenha um computador ligado
à internet.
A questão é: dá para confiar num sistema desses?
A
moeda que subiu 200.000%
Alguém que queira se hospedar no Villa Sart, um pequeno hotel na cidade de Danzig, às margens
do mar Báltico, na Polônia, pode fazer a reserva de um quarto duplo por 95 euros por noite. Se
preferir, o visitante pode se instalar no mesmo cômodo pagando com seis unidades de outra moeda,
a bitcoin. Outros 700 estabelecimentos, como restaurantes, livrarias e lojas de roupas, em diferentes
países (nenhum deles no Brasil, ao menos por enquanto), começaram a trabalhar da mesma forma recentemente:
aceitam moedas locais e bitcoins.
Bitcoins não existem no mundo real: são moedas virtuais que permitem que pagamentos sejam feitos sem a intermediação de instituições
financeiras. A diferença para outros sistemas semelhantes, como Paypal, é que as bitcoins podem ser
geradas na internet. Qualquer um que instalar um programa de computador chamado de "minerador"
consegue emiti-las. Ou seja, cria-se dinheiro a partir do nada. Como a emissão é muito lenta - pode
levar mais de três meses para criar uma única unidade - e até pouco tempo atrás quase nenhum
estabelecimento aceitava esse tipo de pagamento, a moeda era vista com mais um daqueles passatempos esquisítos dos nerds.