O ministro do Turismo foi o quinto a perder o emprego no governo
Dilma. Há pelo menos mais dois candidatos na mira do Palácio do Planalto

A fila ainda anda
A queda do ministro Pedro Novais, do Turismo, estava anunciada havia nove meses,
embora só tenha sido formalizada na semana passada. Sabia-se, antes mesmo de ele assumir o cargo, que
suas credenciais no ramo do entretenimento se resumiam à organização de uma festança num motel do Maranhão
à custa dos contribuintes. Apesar do pecadilho, Novais foi confirmado pelo PMDB, o seu partido, como o
homem mais preparado naquele momento para a função. Como ministro, fez jus ao currículo: privilegiou
cidades de seu estado com recursos federais, viu a polícia prender seus principais subordinados, pagou
o salário de sua empregada doméstica com a verba parlamentar e, por último, pendurou na folha da Câmara a conta do motorista particular
de sua mulher. Pecadilhos demais até para os elásticos filtros morais do PMDB. Sem o apoio
político do partido, Novais, que não queria sair, pediu aos assessores que lhe arrumassem carta de demissão.
Foi o quinto ministro a deixar o governo, o quarto defenestrado por denúncias de corrupção e
irregularidades - uma sequência evidentemente ruim para qualquer administração, mas que também
embute bons presságios. Ao exigir a demissão de Pedro Novais, a presidente Dilma Rousseff deu mais uma
demonstração de que, no minimo, lhe incomoda manter em seus quadros acusados, suspeitos, investigados e afins.