A farra dos preços continua,
O valor do imóveis segue em disparada no Rio de Janeiro e em Recife - a boa notícia para quem quer comprar é que, em São Paulo, a euforia diminuiu
A farra dos preços continua

São Paulo - O executivo carioca Rogério Zylbersztajn, vice-presidente da construtora RJZ Cyrela, levou 13 anos para fazer o negócio de sua vida. Foi o tempo que ele precisou para comprar um terreno — não um terreno qualquer, claro. O trecho da rua Prudente de Moraes entre as ruas Aníbal de Mendonça e Garcia d'Ávila, no coração de Ipanema, é o tipo de lugar onde é praticamente impossível construir.A não ser que se coloque um prédio abaixo para fazer outro. Por isso, o terreno de 1 800 metros quadrados onde funcionou por anos a escola Chapeuzinho Vermelho representava, para Zylbersztajn, uma oportunidade única.

As negociações com os mais de 40 herdeiros da escola levaram mais de uma década — até que a construtora conseguiu colher as assinaturas de todos eles. Pelo terreno, a RJZ Cyrela pagou 80 milhões de reais. Resultado direto de tanta escassez, o preço cobrado pela construtora pelos imóveis do novo prédio não tem precedentes.

O metro quadrado das unidades mais altas, que terão vista para a praia, custará 50 000 reais. "Antes de começarmos as vendas, já tínhamos uma fila de espera com 375 candidatos, sendo 28% investidores e 72% pessoas que estão esperando há anos para ter um imóvel na orla do Rio", diz Zylbersztajn. É o lançamento com metro quadrado mais caro da história do país.
Construção em São Paulo:
os preços ainda sobem, mas num ritmo inferior ao do ano passado
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