
A culpa é do IBAMA?
"O asfalto é ruim, há trechos com buracos, outros sem acostamentos e, quando chove, a água empoça em vários pontos. Está longe do que se espera de uma rodovia privatizada." É com essas palavras que Vander Francisco Costa, dono da Vic Logística e presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga de Minas Gerais, define o atual estado da Fernão Dias, ligação de Belo Horizonte São Paulo é uma das principais artérias da economia do país.
Logo após sua privatização, em outubro de 2007, a Fernão Dias prometia ser um exemplo em matéria de concessão: se transformaria numa pista renovada, bem sinalizada e, o melhor de tudo, a um custo baixíssimo para os usuários. Era isso no mundo dos planos do governo e da empresa concessionária. O mundo dos fatos, porém, é bem diferente. No segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, a Fernão Dias foi arrematada pelo grupo espanhol OHL com a oferta de pedágio mais barato da história de 99 centavos de real. Isso significou um deságio recorde de 65% em relação ao teto do preço fixado pelo governo federal.
Pelo cronograma do contrato de concessão, assinado em fevereiro de 2008, até o início deste ano ficariam prontos meia dúzia de trevos, 88 quilômetros de terceira faixa, 50 passarelas e tão esperado contorno de Betim, para desafogar a saída de Belo Horizonte. Ate agora, porém,
Sem melhoria, rodovias como a Régis Bittencourt, em São Paulo, continuam a formar gargalos
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